Segundo a Tradição Católica o Sábado é o dia da semana dedicado a Nossa Senhora.
Como vem indicado no missal tradicional nos sábados costuma ter a indicação «Santa Maria no sábado».
Diz a Tradição que no primeiro Sábado Santo Nossa Senhora apesar dos sofrimentos e angústias vividas junto à Cruz manteve sempre viva a Fé, a Esperança e a confiança na Ressurreição, enquanto os discípulos e as outras mulheres mesmo mantendo a Fé não viam bem o que se poderia seguir, se viria mesmo a Ressurreição.
Nesse primeiro Sábado Santo em todo o mundo Nossa Senhora foi a ânfora que desde a hora em que Nosso Senhor morreu na Cruz até ao Domingo da Ressurreição guardou a confiança na Divindade de Nosso Senhor, tendo assim a Fé perfeita. Nesse Sábado Nossa Senhora personificava a Igreja Católica.
sábado, 27 de maio de 2017
Amar a Igreja
Papa Pio XI na encíclica Mystici Corporis
«...amar a esposa de Cristo tal como Cristo a quis e a adquiriu com seu sangue. Portanto não só devemos amar sinceramente os sacramentos, com que a Igreja, mãe extremosa; nos sustenta, e as solenidades com que nos consola e alegra, os cantos sagrados e a liturgia, com que eleva as nossas almas à, coisas do céu, mas também os sacramentais e os vários exercícios de piedade com que suavemente impregna de Espírito de Cristo e conforta as almas.
E não só é nosso dever pagar com amor, como bons filhos, o seu materno amor para connosco, senão também venerar a sua autoridade que ela recebeu de Cristo e com que cativa as nossas inteligências em homenagem a Cristo (cf. 2Cor 10,5); e não menos obedecer às suas leis e preceitos morais, às vezes molestos à nossa natureza decaída; refrear a rebeldia deste nosso corpo com penitência voluntária, e até mortificar-nos, privando-nos de quando em quando de coisas agradáveis, embora não perigosas.
Nem basta amar o corpo místico no esplendor da cabeça divina e dos dons celestes que o exornam; devemos com amor efectivo amá-lo tal qual se nos apresenta na nossa carne mortal, composto de elementos humanos e enfermiços»
«...amar a esposa de Cristo tal como Cristo a quis e a adquiriu com seu sangue. Portanto não só devemos amar sinceramente os sacramentos, com que a Igreja, mãe extremosa; nos sustenta, e as solenidades com que nos consola e alegra, os cantos sagrados e a liturgia, com que eleva as nossas almas à, coisas do céu, mas também os sacramentais e os vários exercícios de piedade com que suavemente impregna de Espírito de Cristo e conforta as almas.
E não só é nosso dever pagar com amor, como bons filhos, o seu materno amor para connosco, senão também venerar a sua autoridade que ela recebeu de Cristo e com que cativa as nossas inteligências em homenagem a Cristo (cf. 2Cor 10,5); e não menos obedecer às suas leis e preceitos morais, às vezes molestos à nossa natureza decaída; refrear a rebeldia deste nosso corpo com penitência voluntária, e até mortificar-nos, privando-nos de quando em quando de coisas agradáveis, embora não perigosas.
Nem basta amar o corpo místico no esplendor da cabeça divina e dos dons celestes que o exornam; devemos com amor efectivo amá-lo tal qual se nos apresenta na nossa carne mortal, composto de elementos humanos e enfermiços»
sexta-feira, 19 de maio de 2017
Cardeal Robert Sarah - Encontro com os sacerdotes
Cardeal Robert Sarah - Encontro com os sacerdotes, diocese de San Sebastián 24/05/2016
Nós somos sacrificados como Cristo pelo mundo. Já não contamos nós, conta a Igreja e o mundo.
Vivemos a Santa Missa cada dia para nos recordar que também nós somos um sacrifício perene para o mundo.
Esse Sacrifício celebramos cada dia na Eucaristia. Não sei se temos a consciência, nós simples sacerdotes temos em cada dia nas nossas mãos Deus. Que milagre! É para mim sempre uma alegria, todos os dias Deus! Para mim e para o próximo.
Isto significa como devemos tratar a Eucaristia.
Eu sou responsável pela liturgia...quando vejo em São Pedro na celebração em procissão entramos com o Santo Padre, e quando entra o Santo Padre vê-se uma floresta de telemóveis e câmaras. E durante toda a missa se tiram fotografias. Bispos, cardeais, leigos, todos tiram fotografias.
Este é um escândalo, em vez de rezar estar a tirar fotografias.
Que graças devemos de dar por sermos sacerdotes, de termos o Sacrifício de Cristo connosco, pela nossa santificação e pela santificação do povo de Deus.
Por isso penso que nós sacerdotes devemos cuidar da vida interior. Reparai que Cristo cuidava da vida interior dos seus apóstolos, muitas vezes os levava para longe, para o deserto para rezarem toda a noite.
Também nós devemos cuidar da vida interior, fazendo várias coisas. Sei que temos várias coisas para fazer, uma, duas, cinco paróquias...mas não vos preocupeis mais com o que fazeis do que com o que sois.
Até São Gregório Magno no 7º século dizia: somos muitos sacerdotes, mas os que fazem verdadeiramente o trabalho de sacerdote são poucos. Porque ele estava preocupado não com o que havia mas com o que se é.
Devemos ir até Cristo, conformar-nos a Cristo, sermos como Cristo, ipse Cristo. Nós sacerdotes somos outro Cristo. Damos a absolvição em nome de Cristo.
Hoje especialmente devemos cuidar da vida interior, principalmente porque o mundo sente tem mais a falta de Deus. Já São João Paulo II dizia que o mundo vive como se Deus não existisse. Até os cristão são cristãos apóstatas.
Eu estou muito agradecido ao Senhor por me ter feito cristão e sacerdote. Estou muito agradecido por ter vivido 5 anos com o Papa São João Paulo II, que vi a rezar e a rezar com ele. O que mais me tocou foi que quando estava mais fragilizado fisicamente permanecia ajoelhado diante do Santíssimo, sempre de joelhos por amor.
Bento XVI está neste momento a escrever a sua maior encíclica. A encíclica do primado de Deus na oração.
O diabo tenta dividir a Igreja. Vemos um bispo fala de uma maneira, outro fala de outra, cada um com a sua opinião. Nós somos enviados e somos enviados por Deus, não para darmos a nossa opinião mas sim a de Deus.
Ninguém tem o direito de dizer «eu quero a Igreja assim», a Igreja é de Deus. O que ensinamos não é nosso, o que ensinamos é de Deus, nós somos enviados a ensinar.
O Senhor e a Igreja deram os Sacramentos, mas se nós não celebramos bem a Eucaristia, se não celebramos com Fé e com piedade vemos apenas um espectáculo. Ao sermos nós os protagonistas escondemos Cristo, Cristo fica fora e fico só eu. Assim as pessoas não vêem o que celebramos, celebramos a morte de Cristo.
Se Deus não é colocado em primeiro lugar negamos os Sacramentos. Assim as pessoas não conseguem comungar Cristo porque não vêem aí o Corpo de Cristo e não podem construir a sua Fé e a sua vida no Corpo de Cristo.
Cristo disse: se não comerdes o meu Corpo não tereis a vida. Como pode um cristão ter a vida se não sabe o que é o Sacramento da Eucaristia e o Sacramento do Sacerdócio?
Todas as pessoas devem-nos ver como outro Cristo, ipse Cristo. É uma grande responsabilidade. Podemos ser pecadores mas a vontade de Deus é que sejamos outro Cristo, como o Seu Filho, ipse Cristo para a salvação do mundo.
Devemos cuidar da celebração Eucarística, seguir as rubricas e não inventar. A celebração é uma obediência, Cristo morreu obedecendo até à morte.
Nós devemos levar a nossa vida sobre três pilares: Cruz, Hóstia e Virgem.
Nós somos cristãos, seguimos a Cruz de Cristo, estamos ao lado da Cruz de Jesus. Devemos contemplar sempre a Cruz. É o fermento de todos os Sacramentos. E como Cristo devemos ver o sacerdote como Cristo na Cruz.
Assento a minha vida na contemplação da Cruz, assento a minha vida na Hóstia. Porque viver sem Hóstia é impossível.
Não podemos banalizar a Eucaristia, hoje diz-se que devemos dar a Eucaristia a todos mas isso não é verdade, como é possível? Não é que só devamos dar aos santos, nenhum de nós é santo. Mas a verdade é que para aceder à Eucaristia existem condições a cumprir. Se dermos o Corpo de Cristo a todos é uma profanação e um insulto a Deus.
São Paulo disse que antes de aceder à Eucaristia cada um deve examinar bem o seu estado. Não posso dar a Eucaristia a todos porque a Eucaristia não é minha, é um dom de Deus.
Por favor, não vejais a Eucaristia como um bem pessoal para distribuir. Não é vossa, é um dom de Deus...E existem condições para aceder a este dom.
E o terceiro pilar é a Virgem Maria porque Maria está sempre junto à Cruz até ao fim. Maria é a nossa Mãe...Mãe do Sacerdócio. Devemos rezar o rosário todos os dias.
No livro de Isaías diz Deus: "Porque é que este povo me virou as costas em vez de virar o rosto para Mim?".
Vê-de como aplicamos o Sacrossanto Concilium destruindo a nossa Fé, a liturgia e os Sacramentos. Em alguns países já não se confessa. Se nós sacerdotes não nos confessarmos não vemos a necessidade de confessar os outros.
Não tenhais medo de dizer a doutrina, o Evangelho, não a vossa ideia. Sereis destruídos mas deveis dizer a verdade. A Verdade é uma: Jesus Cristo, a Via é uma: Jesus Cristo, a Vida é uma: Jesus Cristo. Essa é a vossa missão: dizer que a Via, a Verdade e a Vida é uma.
Hoje é urgente dizer a Palavra de Jesus Cristo, sem medo, sem compromisso, sem ambiguidade. Deve-se falar claro. É necessário falar claro, sem ambiguidade. Porque é caridade a clareza. A clareza é amor.
Nós somos sacrificados como Cristo pelo mundo. Já não contamos nós, conta a Igreja e o mundo.
Vivemos a Santa Missa cada dia para nos recordar que também nós somos um sacrifício perene para o mundo.
Esse Sacrifício celebramos cada dia na Eucaristia. Não sei se temos a consciência, nós simples sacerdotes temos em cada dia nas nossas mãos Deus. Que milagre! É para mim sempre uma alegria, todos os dias Deus! Para mim e para o próximo.
Isto significa como devemos tratar a Eucaristia.
Eu sou responsável pela liturgia...quando vejo em São Pedro na celebração em procissão entramos com o Santo Padre, e quando entra o Santo Padre vê-se uma floresta de telemóveis e câmaras. E durante toda a missa se tiram fotografias. Bispos, cardeais, leigos, todos tiram fotografias.
Este é um escândalo, em vez de rezar estar a tirar fotografias.
Que graças devemos de dar por sermos sacerdotes, de termos o Sacrifício de Cristo connosco, pela nossa santificação e pela santificação do povo de Deus.
Por isso penso que nós sacerdotes devemos cuidar da vida interior. Reparai que Cristo cuidava da vida interior dos seus apóstolos, muitas vezes os levava para longe, para o deserto para rezarem toda a noite.
Também nós devemos cuidar da vida interior, fazendo várias coisas. Sei que temos várias coisas para fazer, uma, duas, cinco paróquias...mas não vos preocupeis mais com o que fazeis do que com o que sois.
Até São Gregório Magno no 7º século dizia: somos muitos sacerdotes, mas os que fazem verdadeiramente o trabalho de sacerdote são poucos. Porque ele estava preocupado não com o que havia mas com o que se é.
Devemos ir até Cristo, conformar-nos a Cristo, sermos como Cristo, ipse Cristo. Nós sacerdotes somos outro Cristo. Damos a absolvição em nome de Cristo.
Hoje especialmente devemos cuidar da vida interior, principalmente porque o mundo sente tem mais a falta de Deus. Já São João Paulo II dizia que o mundo vive como se Deus não existisse. Até os cristão são cristãos apóstatas.
Eu estou muito agradecido ao Senhor por me ter feito cristão e sacerdote. Estou muito agradecido por ter vivido 5 anos com o Papa São João Paulo II, que vi a rezar e a rezar com ele. O que mais me tocou foi que quando estava mais fragilizado fisicamente permanecia ajoelhado diante do Santíssimo, sempre de joelhos por amor.
Bento XVI está neste momento a escrever a sua maior encíclica. A encíclica do primado de Deus na oração.
O diabo tenta dividir a Igreja. Vemos um bispo fala de uma maneira, outro fala de outra, cada um com a sua opinião. Nós somos enviados e somos enviados por Deus, não para darmos a nossa opinião mas sim a de Deus.
Ninguém tem o direito de dizer «eu quero a Igreja assim», a Igreja é de Deus. O que ensinamos não é nosso, o que ensinamos é de Deus, nós somos enviados a ensinar.
O Senhor e a Igreja deram os Sacramentos, mas se nós não celebramos bem a Eucaristia, se não celebramos com Fé e com piedade vemos apenas um espectáculo. Ao sermos nós os protagonistas escondemos Cristo, Cristo fica fora e fico só eu. Assim as pessoas não vêem o que celebramos, celebramos a morte de Cristo.
Se Deus não é colocado em primeiro lugar negamos os Sacramentos. Assim as pessoas não conseguem comungar Cristo porque não vêem aí o Corpo de Cristo e não podem construir a sua Fé e a sua vida no Corpo de Cristo.
Cristo disse: se não comerdes o meu Corpo não tereis a vida. Como pode um cristão ter a vida se não sabe o que é o Sacramento da Eucaristia e o Sacramento do Sacerdócio?
Todas as pessoas devem-nos ver como outro Cristo, ipse Cristo. É uma grande responsabilidade. Podemos ser pecadores mas a vontade de Deus é que sejamos outro Cristo, como o Seu Filho, ipse Cristo para a salvação do mundo.
Devemos cuidar da celebração Eucarística, seguir as rubricas e não inventar. A celebração é uma obediência, Cristo morreu obedecendo até à morte.
Nós devemos levar a nossa vida sobre três pilares: Cruz, Hóstia e Virgem.
Nós somos cristãos, seguimos a Cruz de Cristo, estamos ao lado da Cruz de Jesus. Devemos contemplar sempre a Cruz. É o fermento de todos os Sacramentos. E como Cristo devemos ver o sacerdote como Cristo na Cruz.
Assento a minha vida na contemplação da Cruz, assento a minha vida na Hóstia. Porque viver sem Hóstia é impossível.
Não podemos banalizar a Eucaristia, hoje diz-se que devemos dar a Eucaristia a todos mas isso não é verdade, como é possível? Não é que só devamos dar aos santos, nenhum de nós é santo. Mas a verdade é que para aceder à Eucaristia existem condições a cumprir. Se dermos o Corpo de Cristo a todos é uma profanação e um insulto a Deus.
São Paulo disse que antes de aceder à Eucaristia cada um deve examinar bem o seu estado. Não posso dar a Eucaristia a todos porque a Eucaristia não é minha, é um dom de Deus.
Por favor, não vejais a Eucaristia como um bem pessoal para distribuir. Não é vossa, é um dom de Deus...E existem condições para aceder a este dom.
E o terceiro pilar é a Virgem Maria porque Maria está sempre junto à Cruz até ao fim. Maria é a nossa Mãe...Mãe do Sacerdócio. Devemos rezar o rosário todos os dias.
No livro de Isaías diz Deus: "Porque é que este povo me virou as costas em vez de virar o rosto para Mim?".
Vê-de como aplicamos o Sacrossanto Concilium destruindo a nossa Fé, a liturgia e os Sacramentos. Em alguns países já não se confessa. Se nós sacerdotes não nos confessarmos não vemos a necessidade de confessar os outros.
Não tenhais medo de dizer a doutrina, o Evangelho, não a vossa ideia. Sereis destruídos mas deveis dizer a verdade. A Verdade é uma: Jesus Cristo, a Via é uma: Jesus Cristo, a Vida é uma: Jesus Cristo. Essa é a vossa missão: dizer que a Via, a Verdade e a Vida é uma.
Hoje é urgente dizer a Palavra de Jesus Cristo, sem medo, sem compromisso, sem ambiguidade. Deve-se falar claro. É necessário falar claro, sem ambiguidade. Porque é caridade a clareza. A clareza é amor.
quinta-feira, 11 de maio de 2017
O maior mandamento da Lei de Deus
Do Evangelho segundo São Mateus (22,37-40):
«37Jesus disse-lhe: Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. 38Este é o maior e o primeiro mandamento.
39O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
40Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.»
O Amor a Deus é a fonte de todo o amor. Quando na Santa Missa damos a Deus toda a honra e toda a glória alimentamos a alma com o amor que iremos levar ao nosso próximo.
Imagem daqui: http://rorate-caeli.blogspot.com/2017/05/cardinal-burke-dignity-of-office-does.html
terça-feira, 2 de maio de 2017
Pelo Triunfo do Imaculado Coração de Maria - Conversão para Deus
O caminho de conversão para Deus pedido por Nossa Senhora de Fátima considerando os erros do maligno, a Verdade da Fé e os apelos de Nossa Senhora.
A uma sociedade que contesta os direitos de Deus, que quer ganhar o universo ao preço da sua alma, e assim cair na perdição, a Virgem maternal lançou como que um brado de alarme. Atentos ao seu apelo, ousemos pregar a todos, sem temor, as grandes verdades da salvação. Não há conversão senão fundada na Verdade da fé.
Compassiva para com as nossas misérias e clarividente sobre as nossas verdadeiras necessidades, a Imaculada vem aos homens para lhes lembrar as diligências essenciais da conversão.
Caminha pela estrada estreita que conduz à vida! Fá-lo sem esquecer de que espírito de doçura e de paciência necessitas. Na escola de Maria aprenderás a viver no mundo por Cristo, esperando com Fé a hora de Jesus e permanecendo ao pé da Sua Cruz.
Bibliografia:
Papa São Pio X - Pascendi Dominici Regis
Papa São Pio X - Haerent animo
Papa Pio XII - Mystici Corporis
Papa Pio XII - Le Pèlerinage de Lourdes
São Dom Manuel González - El abandono de los sagrarios acompañados
Dom Marcel Lefebvre, Paris, 23 de setembro de 1979.
A uma sociedade que contesta os direitos de Deus, que quer ganhar o universo ao preço da sua alma, e assim cair na perdição, a Virgem maternal lançou como que um brado de alarme. Atentos ao seu apelo, ousemos pregar a todos, sem temor, as grandes verdades da salvação. Não há conversão senão fundada na Verdade da fé.
Compassiva para com as nossas misérias e clarividente sobre as nossas verdadeiras necessidades, a Imaculada vem aos homens para lhes lembrar as diligências essenciais da conversão.
Caminha pela estrada estreita que conduz à vida! Fá-lo sem esquecer de que espírito de doçura e de paciência necessitas. Na escola de Maria aprenderás a viver no mundo por Cristo, esperando com Fé a hora de Jesus e permanecendo ao pé da Sua Cruz.
Bibliografia:
Papa São Pio X - Pascendi Dominici Regis
Papa São Pio X - Haerent animo
Papa Pio XII - Mystici Corporis
Papa Pio XII - Le Pèlerinage de Lourdes
São Dom Manuel González - El abandono de los sagrarios acompañados
Dom Marcel Lefebvre, Paris, 23 de setembro de 1979.
terça-feira, 25 de abril de 2017
Magistério da Igreja sobre o acesso à Eucaristia
Catecismo da Igreja Católica:
1650. ….Se os divorciados se casam civilmente, ficam numa situação objectivamente contrária à lei de Deus. Por isso, não podem aproximar-se da comunhão eucarística, enquanto persistir tal situação. Pelo mesmo motivo, ficam impedidos de exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconciliação, por meio do sacramento da Penitência, só pode ser dada àqueles que se arrependerem de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometerem a viver em continência completa.
1756. É, portanto, erróneo julgar a moralidade dos actos humanos tendo em conta apenas a intenção que os inspira, ou as circunstâncias (meio, pressão social, constrangimento ou necessidade de agir, etc.) que os enquadram. Há actos que, por si e em si mesmos, independentemente das circunstâncias e das intenções, são sempre gravemente ilícitos em razão do seu objecto; por exemplo, a blasfémia e o jurar falso, o homicídio e o adultério. Não é permitido fazer o mal para que dele resulte um bem.
2390. Há união livre quando homem e mulher recusam dar forma jurídica e pública a uma ligação que implica intimidade sexual.
A expressão é falaciosa: que pode significar uma união em que as pessoas não se comprometem uma para com a outra, testemunhando assim uma falta de confiança na outra, em si mesmas, ou no futuro?
A expressão tenta camuflar situações diferentes: concubinato, recusado matrimónio como tal, incapacidade de se ligar por compromissos a longo prazo (142). Todas estas situações ofendem a dignidade do matrimónio; destroem a própria ideia de família; enfraquecem o sentido da fidelidade. São contrárias à lei moral: o acto sexual deve ter lugar exclusivamente no matrimónio; fora dele constitui sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental.
2400. O adultério e o divórcio, a poligamia e a união livre são ofensas graves à dignidade do matrimónio.
FAMILIARIS CONSORTIO, Papa São JOÃO PAULO II:
84. ... Juntamente com o Sínodo exorto vivamente os pastores e a inteira comunidade dos fiéis a ajudar os divorciados, promovendo com caridade solícita que eles não se considerem separados da Igreja, podendo, e melhor devendo, enquanto baptizados, participar na sua vida. Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o Sacrifício da Missa, a perseverar na oração, a incrementar as obras de caridade e as iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorarem, dia a dia, a graça de Deus. Reze por eles a Igreja, encoraje-os, mostre-se mãe misericordiosa e sustente-os na fé e na esperança.
A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados que contraíram nova união. Não podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condições de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e actuada na Eucaristia. Há, além disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimónio.
A reconciliação pelo sacramento da penitência - que abriria o caminho ao sacramento eucarístico - pode ser concedida só àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade do matrimónio. Isto tem como consequência, concretamente, que quando o homem e a mulher, por motivos sérios - quais, por exemplo, a educação dos filhos - não se podem separar, «assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos actos próprios dos cônjuges»(180).
...
Agindo de tal maneira, a Igreja professa a própria fidelidade a Cristo e à sua verdade; ao mesmo tempo comporta-se com espírito materno para com estes seus filhos, especialmente para com aqueles que sem culpa, foram abandonados pelo legítimo cônjuge.
Com firme confiança ela vê que, mesmo aqueles que se afastaram do mandamento do Senhor e vivem agora nesse estado, poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação, se perseverarem na oração, na penitência e na caridade.
VERITATIS SPLENDOR, Papa São JOÃO PAULO II:
81. Ao ensinar a existência de actos intrinsecamente maus, a Igreja cinge-se à doutrina da Sagrada Escritura. O apóstolo Paulo afirma categoricamente: «Não vos enganeis: Nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem maldizentes, nem os que se dão à embriaguez, nem salteadores possuirão o Reino de Deus» (1 Cor 6, 9-10).
Se os actos são intrinsecamente maus, uma intenção boa ou circunstâncias particulares podem atenuar a sua malícia, mas não suprimi-la: são actos «irremediavelmente» maus, que por si e em si mesmos não são ordenáveis a Deus e ao bem da pessoa: «Quanto aos actos que, por si mesmos, são pecados (cum iam opera ipsa peccata sunt) — escreve S. Agostinho — como o furto, a fornicação, a blasfémia ou outros actos semelhantes, quem ousaria afirmar que, realizando-os por boas razões (causis bonis), já não seriam pecados ou, conclusão ainda mais absurda, que seriam pecados justificados?». [134]
Por isso, as circunstâncias ou as intenções nunca poderão transformar um acto intrinsecamente desonesto pelo seu objecto, num acto «subjectivamente» honesto ou defensível como opção.
Santa Missa para as famílias, Homilia do Papa São João Paulo II, Braga, 15 de Maio de 1982:
7. Cada um dos homens: portando também aquele ou aquela que se encontra a braços com um casamento que fracassou. Deus não deixa de amar os que se separam, nem mesmo os que iniciaram uma nova união irregular. Ele continua a acompanhar tais pessoas com a imutável fidelidade do seu amor, chamando continuamente a atenção para a santidade da norma violada e, ao mesmo tempo, convidando a não abandonarem a esperança.
Reflectindo, de algum modo, o amor de Deus, também a Igreja não exclui da sua preocupação pastoral os cônjuges separados e novamente casados; pelo contrário, põe à sua disposição os meios de salvação. Embora mantendo a prática, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir tais pessoas à comunhão eucarística, dado que a sua condição de vida se opõe objectivamente ao que a Eucaristia significa e opera, a Igreja exorta-os a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o sacrifício da Missa, a perseverar na oração e nas obras de caridade, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência, a fim de implorarem dessa forma a graça de Deus e se disporem para a receber.
A Igreja tem consciência de ser no mundo, com este ensino, “sinal de contradição”. As palavras proféticas, que Simeão pronunciou sobre o Menino, aplicam-se a Cristo na sua vida, e também à Igreja na sua história. Muitas vezes Cristo, o seu Evangelho e a Igreja, tornam-se “sinal de contradição” perante aquilo que no homem não é “de Deus”, mas do mundo ou até do “príncipe das trevas”.
Mesmo chamando o mal pelo nome e opondo-se-lhe decididamente Cristo vem sempre ao encontro da fraqueza humana. Procura a ovelha tresmalhada. Cura as feridas das almas. Consola o homem com a sua cruz. No Evangelho não faz exigências a que o homem não possa satisfazer com a graça de Deus e com a própria vontade. Pelo contrário, as suas exigências têm como finalidade o bem do homem: a sua verdadeira dignidade.
SACRAMENTUM CARITATIS, Papa BENTO XVI:
29. ...Os pastores, por amor da verdade, são obrigados a discernir bem as diferentes situações, para ajudar espiritualmente e de modo adequado os fiéis implicados.(92) O Sínodo dos Bispos confirmou a prática da Igreja, fundada na Sagrada Escritura (Mc 10, 2-12), de não admitir aos sacramentos os divorciados recasados, porque o seu estado e condição de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia. Todavia os divorciados re-casados, não obstante a sua situação, continuam a pertencer à Igreja, que os acompanha com especial solicitude na esperança de que cultivem, quanto possível, um estilo cristão de vida, através da participação na Santa Missa ainda que sem receber a comunhão, da escuta da palavra de Deus, da adoração eucarística, da oração, da cooperação na vida comunitária, do diálogo franco com um sacerdote ou um mestre de vida espiritual, da dedicação ao serviço da caridade, das obras de penitência, do empenho na educação dos filhos.
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
CARTA AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA A RESPEITO DA RECEPÇÃO DA COMUNHÃO EUCARÍSTICA POR FIÉIS DIVORCIADOS NOVAMENTE CASADOS:
4. ...Face às novas propostas pastorais acima mencionadas, esta Congregação considera pois sue dever reafirmar a doutrina e a disciplina da Igreja nesta matéria. Por fidelidade à palavra de Jesus Cristo(5), a Igreja sustenta que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro Matrimónio foi válido. Se os divorciados se casam civilmente, ficam numa situação objectivamente contrária à lei de Deus. Por isso, não podem aproximar-se da comunhão eucarística, enquanto persiste tal situação(6).
....
Para os fiéis que permanecem em tal situação matrimonial, o acesso à comunhão eucarística é aberto unicamente pela absolvição sacramental, que pode ser dada «só àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade do matrimónio. Isto tem como consequência, concretamente, que, quando o homem e a mulher, por motivos sérios - como, por exemplo, a educação dos filhos - não se podem separar, "assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos actos próprios dos cônjuges"»(8). Neste caso podem aproximar-se da comunhao eucarística, permanecendo firme todavia a obrigação de evitar o escândalo.
6. O fiel que convive habitualmente more uxorio com uma pessoa que não é a legítima esposa ou o legítimo marido, não pode receber a comunhão eucarística. Caso aquele o considerasse possível, os pastores e os confessores - dada a gravidade da matéria e as exigências do bem espiritual da pessoa(10) e do bem comum da Igreja - têm o grave dever de adverti-lo que tal juízo de consciência está em evidente contraste com a doutrina da Igreja(11). Devem também recordar esta doutrina no ensinamento a todos os fiéis que lhes estão confiados.
7. A convicção errada de poder um divorciado novamente casado receber a comunhão eucarística pressupõe normalmente que se atribui à consciência pessoal o poder de decidir, em última instância, com base na própria convicção(15), sobre a existência ou não do matrimónio anterior e do valor da nova união. Mas tal atribuição é inadmissível(16). Efectivamente o matrimónio, enquanto imagem da união esponsal entro Cristo e a sua Igreja, e núcleo de base e factor importante na vida da sociedade civil, constitui essencialmente uma realidade pública.
Concílio de Trento cânones relativos à Eucaristia:
880. Se não convém que alguém se aproxime de algumas funções sagradas a não ser santamente, por certo, quanto maior for o conhecimento de um homem cristão a respeito da santidade e divindade deste celestial sacramento, com tanto maior cuidado se deve acautelar a fim de que não se aproxime, sem grande reverência e santidade, para recebê-lo [cân. 11]; ainda mais quando lemos aquelas palavras do Apóstolo, cheias de temor: Aquele que come e bebe indignamente, come e bebe o seu juízo, não distinguindo o corpo do Senhor (l Cor 11, 29). Assim, quem quiser comungar, deve lembrar-se do preceito: Prove-se o homem a si mesmo (1 Cor 11,28). O costume da Igreja manifesta que esta prova é necessária, para que ninguém, ciente de [estar em] pecado mortal, ainda que lhe pareça estar contrito, se aproxime da Sagrada Eucaristia sem preceder a confissão sacramental. Assim o manda este santo Concílio a todos os cristãos.
Cân. 11. Se alguém disser que só a fé é suficiente preparação para se receber o santíssimo sacramento da Eucaristia — seja excomungado. E para que não se receba indignamente tão grande sacramento e cause a morte e a condenação, determina e declara o mesmo santo Concilio que aqueles que se sentem com consciência oprimida pelo pecado mortal, ainda que se julguem sumamente contritos, se puderem encontrar confessor, estão necessariamente obrigados a fazer primeiro a confissão. E se alguém presumir ensinar, pregar ou afirmar com pertinácia o contrário, ou também o defender publicamente em discussões — seja imediatamente, por este fato, excomungado.
1650. ….Se os divorciados se casam civilmente, ficam numa situação objectivamente contrária à lei de Deus. Por isso, não podem aproximar-se da comunhão eucarística, enquanto persistir tal situação. Pelo mesmo motivo, ficam impedidos de exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconciliação, por meio do sacramento da Penitência, só pode ser dada àqueles que se arrependerem de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometerem a viver em continência completa.
1756. É, portanto, erróneo julgar a moralidade dos actos humanos tendo em conta apenas a intenção que os inspira, ou as circunstâncias (meio, pressão social, constrangimento ou necessidade de agir, etc.) que os enquadram. Há actos que, por si e em si mesmos, independentemente das circunstâncias e das intenções, são sempre gravemente ilícitos em razão do seu objecto; por exemplo, a blasfémia e o jurar falso, o homicídio e o adultério. Não é permitido fazer o mal para que dele resulte um bem.
2390. Há união livre quando homem e mulher recusam dar forma jurídica e pública a uma ligação que implica intimidade sexual.
A expressão é falaciosa: que pode significar uma união em que as pessoas não se comprometem uma para com a outra, testemunhando assim uma falta de confiança na outra, em si mesmas, ou no futuro?
A expressão tenta camuflar situações diferentes: concubinato, recusado matrimónio como tal, incapacidade de se ligar por compromissos a longo prazo (142). Todas estas situações ofendem a dignidade do matrimónio; destroem a própria ideia de família; enfraquecem o sentido da fidelidade. São contrárias à lei moral: o acto sexual deve ter lugar exclusivamente no matrimónio; fora dele constitui sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental.
2400. O adultério e o divórcio, a poligamia e a união livre são ofensas graves à dignidade do matrimónio.
FAMILIARIS CONSORTIO, Papa São JOÃO PAULO II:
84. ... Juntamente com o Sínodo exorto vivamente os pastores e a inteira comunidade dos fiéis a ajudar os divorciados, promovendo com caridade solícita que eles não se considerem separados da Igreja, podendo, e melhor devendo, enquanto baptizados, participar na sua vida. Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o Sacrifício da Missa, a perseverar na oração, a incrementar as obras de caridade e as iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorarem, dia a dia, a graça de Deus. Reze por eles a Igreja, encoraje-os, mostre-se mãe misericordiosa e sustente-os na fé e na esperança.
A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados que contraíram nova união. Não podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condições de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e actuada na Eucaristia. Há, além disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimónio.
A reconciliação pelo sacramento da penitência - que abriria o caminho ao sacramento eucarístico - pode ser concedida só àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade do matrimónio. Isto tem como consequência, concretamente, que quando o homem e a mulher, por motivos sérios - quais, por exemplo, a educação dos filhos - não se podem separar, «assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos actos próprios dos cônjuges»(180).
...
Agindo de tal maneira, a Igreja professa a própria fidelidade a Cristo e à sua verdade; ao mesmo tempo comporta-se com espírito materno para com estes seus filhos, especialmente para com aqueles que sem culpa, foram abandonados pelo legítimo cônjuge.
Com firme confiança ela vê que, mesmo aqueles que se afastaram do mandamento do Senhor e vivem agora nesse estado, poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação, se perseverarem na oração, na penitência e na caridade.
VERITATIS SPLENDOR, Papa São JOÃO PAULO II:
81. Ao ensinar a existência de actos intrinsecamente maus, a Igreja cinge-se à doutrina da Sagrada Escritura. O apóstolo Paulo afirma categoricamente: «Não vos enganeis: Nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem maldizentes, nem os que se dão à embriaguez, nem salteadores possuirão o Reino de Deus» (1 Cor 6, 9-10).
Se os actos são intrinsecamente maus, uma intenção boa ou circunstâncias particulares podem atenuar a sua malícia, mas não suprimi-la: são actos «irremediavelmente» maus, que por si e em si mesmos não são ordenáveis a Deus e ao bem da pessoa: «Quanto aos actos que, por si mesmos, são pecados (cum iam opera ipsa peccata sunt) — escreve S. Agostinho — como o furto, a fornicação, a blasfémia ou outros actos semelhantes, quem ousaria afirmar que, realizando-os por boas razões (causis bonis), já não seriam pecados ou, conclusão ainda mais absurda, que seriam pecados justificados?». [134]
Por isso, as circunstâncias ou as intenções nunca poderão transformar um acto intrinsecamente desonesto pelo seu objecto, num acto «subjectivamente» honesto ou defensível como opção.
Santa Missa para as famílias, Homilia do Papa São João Paulo II, Braga, 15 de Maio de 1982:
7. Cada um dos homens: portando também aquele ou aquela que se encontra a braços com um casamento que fracassou. Deus não deixa de amar os que se separam, nem mesmo os que iniciaram uma nova união irregular. Ele continua a acompanhar tais pessoas com a imutável fidelidade do seu amor, chamando continuamente a atenção para a santidade da norma violada e, ao mesmo tempo, convidando a não abandonarem a esperança.
Reflectindo, de algum modo, o amor de Deus, também a Igreja não exclui da sua preocupação pastoral os cônjuges separados e novamente casados; pelo contrário, põe à sua disposição os meios de salvação. Embora mantendo a prática, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir tais pessoas à comunhão eucarística, dado que a sua condição de vida se opõe objectivamente ao que a Eucaristia significa e opera, a Igreja exorta-os a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o sacrifício da Missa, a perseverar na oração e nas obras de caridade, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência, a fim de implorarem dessa forma a graça de Deus e se disporem para a receber.
A Igreja tem consciência de ser no mundo, com este ensino, “sinal de contradição”. As palavras proféticas, que Simeão pronunciou sobre o Menino, aplicam-se a Cristo na sua vida, e também à Igreja na sua história. Muitas vezes Cristo, o seu Evangelho e a Igreja, tornam-se “sinal de contradição” perante aquilo que no homem não é “de Deus”, mas do mundo ou até do “príncipe das trevas”.
Mesmo chamando o mal pelo nome e opondo-se-lhe decididamente Cristo vem sempre ao encontro da fraqueza humana. Procura a ovelha tresmalhada. Cura as feridas das almas. Consola o homem com a sua cruz. No Evangelho não faz exigências a que o homem não possa satisfazer com a graça de Deus e com a própria vontade. Pelo contrário, as suas exigências têm como finalidade o bem do homem: a sua verdadeira dignidade.
SACRAMENTUM CARITATIS, Papa BENTO XVI:
29. ...Os pastores, por amor da verdade, são obrigados a discernir bem as diferentes situações, para ajudar espiritualmente e de modo adequado os fiéis implicados.(92) O Sínodo dos Bispos confirmou a prática da Igreja, fundada na Sagrada Escritura (Mc 10, 2-12), de não admitir aos sacramentos os divorciados recasados, porque o seu estado e condição de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia. Todavia os divorciados re-casados, não obstante a sua situação, continuam a pertencer à Igreja, que os acompanha com especial solicitude na esperança de que cultivem, quanto possível, um estilo cristão de vida, através da participação na Santa Missa ainda que sem receber a comunhão, da escuta da palavra de Deus, da adoração eucarística, da oração, da cooperação na vida comunitária, do diálogo franco com um sacerdote ou um mestre de vida espiritual, da dedicação ao serviço da caridade, das obras de penitência, do empenho na educação dos filhos.
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
CARTA AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA A RESPEITO DA RECEPÇÃO DA COMUNHÃO EUCARÍSTICA POR FIÉIS DIVORCIADOS NOVAMENTE CASADOS:
4. ...Face às novas propostas pastorais acima mencionadas, esta Congregação considera pois sue dever reafirmar a doutrina e a disciplina da Igreja nesta matéria. Por fidelidade à palavra de Jesus Cristo(5), a Igreja sustenta que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro Matrimónio foi válido. Se os divorciados se casam civilmente, ficam numa situação objectivamente contrária à lei de Deus. Por isso, não podem aproximar-se da comunhão eucarística, enquanto persiste tal situação(6).
....
Para os fiéis que permanecem em tal situação matrimonial, o acesso à comunhão eucarística é aberto unicamente pela absolvição sacramental, que pode ser dada «só àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade do matrimónio. Isto tem como consequência, concretamente, que, quando o homem e a mulher, por motivos sérios - como, por exemplo, a educação dos filhos - não se podem separar, "assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos actos próprios dos cônjuges"»(8). Neste caso podem aproximar-se da comunhao eucarística, permanecendo firme todavia a obrigação de evitar o escândalo.
6. O fiel que convive habitualmente more uxorio com uma pessoa que não é a legítima esposa ou o legítimo marido, não pode receber a comunhão eucarística. Caso aquele o considerasse possível, os pastores e os confessores - dada a gravidade da matéria e as exigências do bem espiritual da pessoa(10) e do bem comum da Igreja - têm o grave dever de adverti-lo que tal juízo de consciência está em evidente contraste com a doutrina da Igreja(11). Devem também recordar esta doutrina no ensinamento a todos os fiéis que lhes estão confiados.
7. A convicção errada de poder um divorciado novamente casado receber a comunhão eucarística pressupõe normalmente que se atribui à consciência pessoal o poder de decidir, em última instância, com base na própria convicção(15), sobre a existência ou não do matrimónio anterior e do valor da nova união. Mas tal atribuição é inadmissível(16). Efectivamente o matrimónio, enquanto imagem da união esponsal entro Cristo e a sua Igreja, e núcleo de base e factor importante na vida da sociedade civil, constitui essencialmente uma realidade pública.
Concílio de Trento cânones relativos à Eucaristia:
880. Se não convém que alguém se aproxime de algumas funções sagradas a não ser santamente, por certo, quanto maior for o conhecimento de um homem cristão a respeito da santidade e divindade deste celestial sacramento, com tanto maior cuidado se deve acautelar a fim de que não se aproxime, sem grande reverência e santidade, para recebê-lo [cân. 11]; ainda mais quando lemos aquelas palavras do Apóstolo, cheias de temor: Aquele que come e bebe indignamente, come e bebe o seu juízo, não distinguindo o corpo do Senhor (l Cor 11, 29). Assim, quem quiser comungar, deve lembrar-se do preceito: Prove-se o homem a si mesmo (1 Cor 11,28). O costume da Igreja manifesta que esta prova é necessária, para que ninguém, ciente de [estar em] pecado mortal, ainda que lhe pareça estar contrito, se aproxime da Sagrada Eucaristia sem preceder a confissão sacramental. Assim o manda este santo Concílio a todos os cristãos.
Cân. 11. Se alguém disser que só a fé é suficiente preparação para se receber o santíssimo sacramento da Eucaristia — seja excomungado. E para que não se receba indignamente tão grande sacramento e cause a morte e a condenação, determina e declara o mesmo santo Concilio que aqueles que se sentem com consciência oprimida pelo pecado mortal, ainda que se julguem sumamente contritos, se puderem encontrar confessor, estão necessariamente obrigados a fazer primeiro a confissão. E se alguém presumir ensinar, pregar ou afirmar com pertinácia o contrário, ou também o defender publicamente em discussões — seja imediatamente, por este fato, excomungado.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Descobrir a Tradição Católica
Caminho para a descoberta do tesouro da Tradição Católica.
Males e erros da sociedade:
ENCÍCLICA INSCRUTABILI DEI CONSILIO, PAPA LEÃO XIIISOBRE OS MALES DA SOCIEDADE MODERNA, SUAS CAUSAS E SEUS REMÉDIOS
http://w2.vatican.va/content/leo-xiii/pt/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_21041878_inscrutabili-dei-consilio.html
ENCÍCLICA PASCENDI DOMINICI GREGIS, PAPA SÃO PIO X
SOBRE AS DOUTRINAS MODERNISTAS
http://w2.vatican.va/content/pius-x/pt/encyclicals/documents/hf_p-x_enc_19070908_pascendi-dominici-gregis.html
ENCÍCLICA HUMANI GENERIS, PAPA PIO XII
SOBRE OPINIÕES FALSAS QUE AMEAÇAM A DOUTRINA CATÓLICA
http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_12081950_humani-generis.html
ENCÍCLICA HUMANUM GENUS, PAPA LEÃO XIII
SOBRE A MAÇONARIA
http://w2.vatican.va/content/leo-xiii/pt/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_18840420_humanum-genus.html
ENCÍCLICA DIVINIS REDEMPTORIS, PAPA PIO XI
SOBRE O COMUNISMO ATEU
http://w2.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19370319_divini-redemptoris.html
Doutrina sobre a Igreja:
ENCÍCLICA SUMMI PONTIFICATUS, PAPA PIO XIISOBRE O OFÍCIO DO PONTIFICADO
http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_20101939_summi-pontificatus.html
ENCÍCLICA MYSTICI CORPORIS, PAPA PIO XII
O CORPO MÍSTICO DE JESUS CRISTO E NOSSA UNIÃO NELE COM CRISTO
http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_29061943_mystici-corporis-christi.html
ENCÍCLICA MEDIATOR DEI, PAPA PIO XII
SOBRE A SAGRADA LITURGIA
http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_20111947_mediator-dei.html
ENCÍCLICA MORTALIUM ANIMOS, PAPA PIO XI
SOBRE A PROMOÇÃO DA VERDADEIRA UNIDADE DE RELIGIÃO
http://w2.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19280106_mortalium-animos.html
O sacerdócio católico:
Exortação ao Clero - (Haerent animo), Papa São Pio XAo Clero Católico por ocasião do quinquagésimo aniversário do seu Sacerdócio.
http://www.institutosapientia.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=1362:exortacao-ao-clero-haerent-animo-sao-pio-x&catid=28:outros-artigos&Itemid=285
EXORTAÇÃO APOSTÓLICA MENTI NOSTRAE, PAPA PIO XII
AO CLERO DO MUNDO CATÓLICO SOBRE A SANTIDADE DA VIDA SACERDOTAL
http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/apost_exhortations/documents/hf_p-xii_exh_19500923_menti-nostrae.html
Música sacra:
MOTU PROPRIO TRA LE SOLLICITUDE DO SUMO PONTÍFICE PIO XSOBRE A MÚSICA SACRA
http://w2.vatican.va/content/pius-x/pt/motu_proprio/documents/hf_p-x_motu-proprio_19031122_sollecitudini.html
ENCÍCLICA MUSICAE SACRAE DISCIPLINA, PAPA PIO XII
SOBRE A MÚSICA SACRA
http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_25121955_musicae-sacrae.html
Devoções e piedade:
ENCÍCLICA QUAS PRIMAS, PAPA PIO XISOBRE CRISTO REI
http://www.institutosapientia.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=1363:sobre-cristo-rei-quas-primas&catid=112:artigos-de-teologia
ENCÍCLICA HAURIETIS AQUAS, PAPA PIO XII
SOBRE O CULTO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_15051956_haurietis-aquas.html
ENCÍCLICA LE PÈLERINAGE DE LOURDES, PAPA PIO XII
SOBRE O CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DA SS. VIRGEMEM LOURDES
http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_02071957_le-pelerinage-de-lourdes.html
ENCÍCLICA SACRA VIRGINITAS, PAPA PIO XII
A SAGRADA VIRGINDADE
http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_25031954_sacra-virginitas.html
Outros ensinamentos:
ENCÍCLICA DIVINI ILLIUS MAGISTRI, PAPA PIO XIACERCA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ DA JUVENTUDE
http://w2.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_31121929_divini-illius-magistri.html
ENCÍCLICA DIVINO AFFLANTE SPIRITU, PAPA PIO XII
SOBRE OS ESTUDOS BÍBLICOS
http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_30091943_divino-afflante-spiritu.html
ENCÍCLICA FULGENS RADIATUR, PAPA PIO XII
SOBRE O XIV CENTENÁRIO DA MORTE DE SÃO BENTO PATRIARCA DOS MONGES DO OCIDENTE
http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_21031947_fulgens-radiatur.html
A Santa Missa:
Do Catecismo de São Pio X:O Sacrifício da Missa é oferecido a Deus por quatro finalidades:
(1) para homenageá-lo corretamente, e por isso é chamado Latrêutico.
(2) Para agradecer a Ele por Seus favores, e por isso é chamado Eucarístico;
(3) Para aplacá-lo, dar-lhe a devida satisfação pelos nossos pecados, e para ajudar as almas do Purgatório, e por isso é chamado Propiciatório;
(4) Para obter todas as graças necessárias para nós, e por isso é chamado Impetratório.
http://www.salvemaliturgia.com/2011/05/o-conceito-de-missa-nos-catecismos-da.html
Santa Missa de http://livemass.net
sexta-feira, 10 de março de 2017
Meditações da Via Sacra por São Francisco de Assis
Livreto com as meditações da Via Sacra por São Francisco de Assis.
Texto traduzido para português com base nos textos em inglês e latim.
Texto traduzido para português com base nos textos em inglês e latim.
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